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O Japão vai conhecer um dos projetos de robótica desenvolvidos no Maranhão e que une tecnologia e cultura. Os alunos do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), de Pindaré-Mirim, a 252 km de São Luís, viajam hoje (24.07) para participar de uma das maiores competições de robótica do mundo, a RoboCup, na cidade de Nagoya. Eles vão apresentar um robô dançando o bumba-meu-boi (foto), e a Fundação Sousândrade é a responsável pelo apoio logístico neste projeto.

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Serão mil equipes em todos os níveis médio e superior. Os maranhenses foram classificados após terem sido eleitos “A melhor equipe estrangeira” durante o torneio Robo Party 2017, em março, em Guimarães, Portugal (foto).

O grupo é composto pelos alunos Miguel Arcangelo, 2º ano do curso de Agropecuária e Alefe Bispo, 2º ano do curso de Serviços Jurídicos. O coordenador de Práticas Experimentais, professor de Robótica Fabio Costa, que acompanhará a dupla, é só elogios aos alunos que já foram recebidos pelo governador Flávio Dino (foto). “A equipe começou a estudar robótica há um ano e já têm uma história de conquistas na robótica muito bonita. Foi campeã estadual de robótica, vice-campeã brasileira, campeã mundial e campeã internacional, a última conquista, em João Pessoa, onde ganhamos duas modalidades. Agora vamos ao Japão em busca da copa do mundo de robótica”, diz o professor.
“Estou a mil porque o Japão é um dos maiores expoentes da robótica. A gente está se empenhando com toda a força e toda a garra para trazer mais esse troféu”, disse Miguel Arcângelo ao site do Iema, sobre a expectativa de participar do maior evento de inteligência artificial do mundo.

Mais avançado- A cada competição, o nível de dificuldade aumenta. “No Japão, vamos montar e operar um tipo diferente de robô, o Nanotec, que é mais avançado”, conta Alef. “Em Portugal, já tivemos nossos conhecimentos testados porque foi quando tivemos o primeiro contato com robô do tipo Arduino e saímos vitoriosos”, completa o estudante.
O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, explica que a inclusão da robótica educacional na grade curricular do Iema é pautada em pesquisas que comprovam efeitos no desenvolvimento da autoestima dos estudantes e na melhoria da aprendizagem. “A tendência é que essas conquistas se consolidem porque já temos uma coordenação de robótica atuando nas sete unidades plenas, e o mesmo se dará nas novas unidades”, conclui Almada.. “Ficamos muito felizes com esse resultado, sobretudo porque é um reconhecimento de uma instância isenta e internacional que olha para nossos alunos e diz: ‘vocês são muito bons’”, afirma.

Segundo o professor Fábio Costa, a robótica educacional é uma forma criativa de ensinar, na prática, disciplinas de exatas, como matemática e física. “Alunos que tinham médias entre 5 e 6 nessas matérias, no Ensino Fundamental, quando ingressaram na robótica no Ensino Médio elevaram suas médias para 9 e 10”, afirma.

Campeonato em Portugal- O Robo Party 2017 reuniu 120 equipes de vários países, entre França, Itália e Espanha. No Brasil, apenas o Maranhão teve participação no torneio com os estudantes do Iema, que ficaram em primeiro lugar na modalidade de “Melhor Equipe Estrangeira”, em quarto na modalidade “Dança”, em que foi feito um robô representando o bumba-meu-boi, e em décimo terceiro lugar na modalidade “Obstáculo”.
Segundo o coordenador Fábio Costa, o principal desafio no torneio foi a mudança de plataforma no desenvolvimento do robô. “A que eles utilizavam era a plataforma lego (montagem de peças, se assemelha a um brinquedo) e usado no torneio foi a arduino (composta por hardware, placa controladora e software ambiente de desenvolvimento)’. “Ficamos assustados com a imensidão do evento e a quantidade de pessoas de outros países. O principal desafio foi ter que aprender a lidar com outra plataforma em três dias para desenvolver um robô”, diz o secretário.

O pró-reitor de Planejamento e Gestão do Iema, Emanuel Denner, que esteve presente no evento, ‘afirmou que foi grande o desempenho dos professores e alunos na montagem do robô na plataforma arduino’. “Eles receberam a placa e um manual, não obtinham nenhum conhecimento a respeito desta plataforma, mas conseguiram fazer um trabalho de soldar as peças e de programar. Percebi o engajamento e a determinação desses jovens que, a princípio, estavam meio eufóricos por se encontrar em outro país, mas logo se concentraram e ficaram à frente de equipes da Itália, Alemanha e outros países. A nossa meta agora é levar essa outra plataforma para as sete unidades plenas do Iema”, anunciou.

 

Fotos: SECTI

Informações:http://www.secti.ma.gov.br/?s=robotica&submit=Search

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